MULHERES DE 30 ANOS


Era uma Vez...

 

... uma menininha q foi deixada no Planeta Terra por engano. Ela veio bebezinha, a cara da mãe e do pai da Terra, mas com o gênio completamente diferente dos dois. Qdo ela era pequena, queria crescer logo, achava muito chato ter q obedecer coisas q ela não entendia e acatar regras q ela criticava.

 

Sempre foi muito sensível. Percebia tudo o q acontecia ao seu redor. Era a confidente e a conselheira das amiguinhas. E logo q tornou-se uma adolescente percebeu q exercia um poder diferente sobre os homens. Ela sabia como se comunicar com o universo masculino.

 

Porém sentia-se eternamente deslocada, não pertencendo àquela família, àquele local, não concordava com as injustiças sociais, tinha muita resistência às religiões, odiava política e sentia-se presa qdo submetida à regras. Qualquer tipo de preconceito revirava seu estômago. E sempre virava defensora das causas das minorias.

 

Defendia todos os vilões. De livros, novelas e seriados. Achava-os infinitamente mais interessantes do q os mocinhos com suas personalidades empobrecidas e previsíveis. Não entendia como as pessoas conseguiam ser tão maniqueístas e adorava o tom acinzentado do ser humano: nada no mundo poderia ser apenas branco ou preto.

 

Cresceu gostando de ler, escrever, de música, de poesia e de observar o comportamento humano. Quis ser professora, jornalista e médica, mas acabou optando pela psicologia. Queria viajar muito, conhecer muitos homens, lugares diferentes, abraçar causas nobres, viver de maneira livre. Experimentar diferentes sensações, conhecer o gosto das frutas mais exóticas. Mas acabou seguindo um padrão tradicional: namorava certinho, fez faculdade, pós graduação, acabou casando com um desses namorados e tendo uma filha.

 

De repente a realidade bateu à sua porta e veio relembrá-la q ela não era deste mundo. E não conseguiria se adaptar ao senso comum do ser humano. Pensava demais, questionava demais, sofria sempre intensamente.

 

A vida se encarregou de mostrar q estava na hora de ela realizar tudo a q se negara, tentando adequar-se aos padrões de normalidade dos humanos. Não havia como fugir: ela tinha um compromisso maior. Consigo mesma e com o mundo. Chegara o momento da transição. Ou ela se curvava ao fracasso e se acomodava à sua condição pseudo-humana ou teria q rasgar-se até encontrar a si mesma nua, sem suas vestes q a tornavam similar às pessoas q andavam pelas ruas.

 

E é neste momento q inicia-se esta estória. Ela está decidindo se vale a pena acomodar-se e viver de uma maneira morna, abrindo mão de quem realmente ela é, ou então, fazer uma viagem maluca pra dentro de si mesma e viver essa loucura q deve estar oculta no seu dia-a-dia para conseguir cumprir sua missão.

 

Agora vc me encontra no: http://mulherdequase30.zip.net



Escrito por Pri... às 16h19
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Estou indo... Por mais ou menos 1 semana e pouquinho...

Ficarei um tempo sem aparecer por causa da mudança...

Comentários eu só verei na volta, portanto, nem adianta...

 

Beijinhos, até a volta...



Escrito por Pri... às 09h01
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HHHHHHHHHH

Putz... Mudar dá muito trabalho. Não parei o dia todo. Comecei às 11 da manhã e fui direto até 22h. Tô podre! Fiquei ouvindo música o dia inteiro, enquanto tirava coisas dos armários e colocava em dez milhões de caixas q ficaram espalhadas pelo apartamento. Deu uma aflição! Tudo bagunçado! Ainda mais eu q gosto de organização...

 

Mas o mais cômico foram as idéias me passando pela cabeça durante esse tempo. Eu ria sozinha hj... Será q existem ‘espíritos da mudança?’ rsrsrsrsrs  Eu me senti acompanhada o dia inteirinho. Era como se tivesse mais gente comigo enquanto eu fazia tudo aquilo. Pq fiquei num bom humor o dia inteiro! Calma, não estou mais maluca do q estava ontem. Estou igual. Isso quer dizer q estou mantendo a minha loucura em níveis aceitáveis para o convívio social.

 

Ai quanta besteira! rs Certo. O q eu pensei? Muitas coisas... Olha só...  Pra q um ser humano precisa de uma dúzia de cada tipo de copo? Vinho branco, vinho tinto, champagne, whisky, licor, chopp... Coisa mais besta!!!! Quem vê pensa q eu vivo dando festa pra 12 pessoas!

 

Pra q 2 panelas de fondue? Não dá pra lavar se for fazer fondue de 2 tipos diferentes no mesmo dia?! Quanta futilidade!

 

6 aparelhos de jantar sendo q no dia-a-dia eu só uso um! Fala sério! Na próxima encarnação eu tenho q vir com vocação pra freira. Livre da ligação com essas coisas materiais e longe dos vícios... Celibato eu venho treinando mesmo! rs O q nos leva a uma outra coisa q andei pensando.

 

É um fato inquestionável: eu preciso tomar um porre. Por vários motivos. Pra deixar a censura de lado, pra relaxar do stress e tb pra sentir outros efeitos colaterais q eu tenho qdo bebo. Sabe ficar MUITO alta? Preciso. Não dá pra ser certinha o tempo todo. Eu preciso tanto de um dia de irresponsabilidade! Um só!!!!

 

Como uma coisa leva a outra, pelo menos no meu caso... rs Eu preciso ir pra balada e beijar um desconhecido. Nada de paixão, nada de sentimento. Beijar e pronto, sabe como é? Sabe aquela coisa de beijar quem a gente nunca beijou? A sensação do novo? E a sensação do não quero só o beijo? É isso. Por aí... Como eu falei, eu queria parar de pensar só um pouquinho... Um diazinho, please...

 

Arrumando armários eu descobri uma coisa interessante. Eu tive uma fase meio wiccan. Mas meus poderes de bruxa estão em baixa pq eu ando desligada de mim mesma. E qdo a bruxa não está conectada consigo mesma, as informações ficam meio ‘truncadas’. Digamos q estou meio ‘offline’ de mim mesma. (Só um aparte: eu fico impressionada com as besteiras q eu ando pensando e ainda tenho a ousadia de escrever aqui. Q ridículo!) Mas voltando: cristais, velas, sino dos ventos, essências, hj eu acho q não tem nada a ver comigo! rs Não acredito em nada disso! Eu ando mais espírita do q nunca e menos espírita do q sempre. Não entendeu?! Tá valendo, pq nem eu!

 

Hj é 4ª feira. Eu mudo na sexta durante o dia. Ainda falta organizar as coisas no meu quarto e no quarto da minha filha. Sala, cozinha e outros locais já estão devidamente ‘encaixotados’. Amanhã passo o dia nesses 2 lugares.



Escrito por Pri... às 00h09
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Sabe uma outra coisa q andei pensando? SOCORRO!!!! Vou ficar sem Internet e sem telefone. Só vai me restar o meu celular... Vou ficar longe do meu blog, do orkut, dos meus e-mails, do msn... Por mais ou menos 1 semana! Buááááááááá!!!! Vai ser MUITO estranho...

 

Outra coisa q eu reparei: sou a maior lixeira... Guardo coisa da época em q eu ainda era solteira. Hj nem mais casada eu sou! rs Estou me desfazendo de MUITA coisa. Chega desse apego ao passado. Como eu posso ser tão desapegada das pessoas do passado e não das coisas?! Eu sou um ser não evoluído! Ainda volto por umas 75 encarnações só aqui na Terra.

 

Este texto está estranho... Excessivamente informal. Exageradamente pessoal... Ah, lamento... Não tomei Prozac, não me apaixonei, leite com mel nem por decreto, não meditei e muito menos fiz sexo de ontem pra hj... Ai, q sofrimento!

 

Hj eu não estou muito normal, não... rs Acho q é receio da mudança, do ano acabando, de me dar conta de tudo q aconteceu só agora... Certo... É a minha cara: um surto completamente controlado. Eu surto, eu comigo, e continuo com a minha cara de paisagem e de ‘pode deixar q estou segurando a barra’.

 

E quer saber? Sinceramente? Tô muuuuuuito cansada. E amanhã vai ser fogo... Mas se eu tivesse oportunidade iria pra uma balada já! Beber muito, dançar muito, esquecer a vida... Pronto! Acabei de ter um insight! O nome do q eu tenho é ‘Síndrome da Saudade de Ser Adolescente’... Bem-feito! Quem mandou ser tão certinha sempre? Agora com 30 anos vai ficar tendo repentes de vontade de ser irresponsável?! Pq não fez as coisas na época certa? Quem mandou já estar separada, ter uma filha? Quem mandou entrar na faculdade com 17 anos e não ter sabido conduzir as coisas?

 

E acorda pq blog não é diário não... Vai saber quem lê isso? Poucas pessoas... Ah! Perdi um leitor pq ele não gostou de uma coisa q leu aqui! Então tem a Marcelha, a Dani e a Kika q são mais assíduas, e a Bianca, q vem de vez em qdo... Mas tem o povo q passa por aqui e não diz nada... Quer saber? Não estou nem aí do meu momento estar publicado. Mesmo pq ‘de perto ninguém é normal’... Quem disse isso mesmo?! Preguiça de pensar... De pesquisar... Deu branco, q horror! Meu caso é grave...

 

Até agora são 21 caixas! Sério... Como é q eu vou estar com tudo pronto na sexta de manhã?! Faço a menor idéia... Mas vai estar. Pq eu posso ter esse meu jeitinho maluquinho de ser... Mas no fundo, eu sou uma idiota toda certinha. Minha filha está lá dormindo, de banho tomado, alimentada, toda fofa no bercinho. As 21 caixas estão devidamente organizadas no corredor da área de serviço e quem entrar no meu apartamento nem vai perceber q estou mudando nesta semana... Só vai achar q minha casa carece de decoração! E eu? Bem, eu continuo sóbria, celibatária há mais de 20 dias, aqui em frente a este computador e não vou pra balada. Coisa mais sem graça! Mas eu mesma q me aguarde! Espero a mudança, espero a poeira assentar e alguma loucura eu tenho q fazer... Uma só... Só umazinha... Inofensiva... Não dá pra ser certinha o tempo todo! Tô sem ar! Preciso respirar! Tá vendo como é q uma pessoa enlouquece? É assim... rsrsrsrsr...



Escrito por Pri... às 00h07
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15 DICAS COMENTADAS SOBRE COMO EVITAR O STRESS

 

1) Fluxene, Prozac, Cebrilin, Parmil, pode-se associar tb ao Rivotril, Valium, Frontal, Lexotan...

É... Nada mau... Jeitinho simples de dar uma ‘levantada’... Uma visitinha a um psiquiatra não seria contra indicado...

 

2) Meditação e Acupuntura, alternativas q são ‘alternativas’.

Caramba... Com a agitação q eu ando, difícil vai ser conseguir meditar!E ficar sendo furada pelo corpo todo nem pensar! rs Mas se bem q parece q existe um método diferente sem agulhas...

 

3) Psicoterapia Breve: existe um foco a ser trabalhado. Qdo se resolve esse foco, tchau!

O problema é eu encontrar o foco... Profissão? Falta de dinheiro? Ausência de vida amorosa? Claro, meus stress com tudo isso! rs Mas qual é o foco mesmo?!

 

4) Florais de Bach: Rescue é uma boa indicação.

Eu já tentei... Mas sempre esqueço de tomar e deixo lá o vidrinho com aquele cheirinho tão bom de bebida, quase inteiro!

 

5) Chá de camomila associado ao suco de maracujá. Caso não acalme, pelo menos fará bem aos rins...

Odeio chá! De qualquer tipo... Já o suco de maracujá... É uma boa idéia. Aliás, um dos meus sucos preferidos....

 

6) Programação Mental - ficar repetindo na frente do espelho: eu sou ótima, eu sou linda, eu vou conseguir, eu vou fazer.

Eu me sentiria uma idiota fazendo isso! rs

 

7) Tomar um porre ‘daqueles’. Com direito a falar o q quiser, a dar um telefonema, dançar em cima da mesa, mas sem ser chata e passar mal. Pq bêbado q não sabe beber é o q há de insuportável!

Boa! Disso eu ando precisando... Nem lembro qdo foi meu último porre. Quase não bebo... E qdo bebo não ando ficando nem alta! Será q criei resistência à bebida sem beber? Coisa mais sem graça! Um porre ‘daqueles’ definitivamente é uma excelente idéia.

 

8) Visitar um hospital de doentes graves. Faz vc redimensionar os seus problemas. Vc entra lá de um jeito e sai achando q afinal não é tão ruim assim... Saúde é o mais importante...

‘Cada um sabe a dor e a delícia de ser o q é’, como diz Caetano Veloso. Não quero minimizar o sofrimento de ninguém. Mas q dar de cara com a doença de perto e a possibilidade da morte faz o povo largar mão de ser bobo, isso faz...



Escrito por Pri... às 00h25
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9)Comer uma caixa de bombons de cereja da ‘Munik’. Proporciona um relaxamento físico e mental por causa da ação da serotonina e do elevamento dos níveis de endorfina.

Meu bombom preferido! Não como há meses! Eu quero... Não precisa ser a caixa inteira. Unzinho... Um só... Deu pra sentir o gostinho dele na boca!

 

10) Leite quente com mel antes de dormir.

Ecaaaaaaaa!!!! Tem 2 coisas q eu detesto: leite e mel! Os 2 juntos é querer me castigar!

 

11) Sexo! Libera a tensão e dá a maior sensação de relaxamento.

Então... Concordo demais com a indicação. Mas sabe, pra valer mesmo e ficar legal, tem q ser a dois, né? E aí complica um pouquinho... Na verdade eu diria q complica MUITO... Na verdade eu diria: hipótese momentaneamente descartada... Buááááá!!!!!

 

12) Fazer exercícios físicos. Tb aumenta os níveis de endorfina e ao contrário do chocolate, não engorda! rs

É... Preciso urgente voltar a fazer qualquer coisa. Sem comentários. Isso deveria ser pra ontem!

 

13) Sonoterapia: quem dorme não pensa... Mas se vc costuma sonhar muito, ou ter pesadelos, o efeito pode ser contrário: mais stress!

Eu não lembro dos meus sonhos. Não costumo ter pesadelos. Seria perfeito se não fosse a impossibilidade de eu dormir. Quem é q dorme com uma criança maluquinha q vai fazer 2 anos e já acorda ligada no 220? Sem chances...

 

14) Apaixonar-se: o mundo ganha novo colorido, tudo fica belo e a felicidade até existe. Basicamente é um Prozac natural...

Pois é... Até teria essa disponibilidade. Mas eu estou de saco cheio dessa coisa de paixão. E pra quem não lembra, eu estou de férias dessa encrenca q é se apaixonar. Não vai dar. Melhor o Prozac sintetizado mesmo! rs

 

15) Gritar, gritar e gritar. De preferência num lugar onde ninguém te ouça. Pq se não é capaz q alguém perceba seu verdadeiro estado e resolva te internar mesmo. E isso não seria legal.

Ihhhhh! Lugar em q ninguém me ouça vai ser difícil! E eu não sei tb se eu conseguiria ficar gritando por aí... rs E pra alguém perceber meu verdadeiro estado eu não preciso gritar não... É bem mais simples: só conversar comigo por 5 minutos! rs



Escrito por Pri... às 00h24
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GGGGGGGGGG

Sinto saudades de muita coisa... De pessoas, de fases, de músicas, de sentimentos... Hj estou meio assim, com esse saudosismo bobo, com vontade de chorar. Será q nunca mais essa minha fase emotiva vai passar?! rs

 

Sinto falta do meu avô. Há 15 anos ele não está mais com a gente. Sinto saudade daqueles olhos azuis q me olhavam com tanto carinho e dele me fazer todas as vontades de neta mais velha.

 

Tenho saudade de olhar pro mar. Da tranqüilidade q ele me passa. Do ir e vir das ondas. Daquele barulho característico e do cheirinho de maresia q me faz ficar feliz na hora.

 

Tenho saudades da forma como eu olhava pro espelho aos 9, 10 anos... Confiante. Com a certeza de um futuro brilhante. Convicta de q seria feliz e de q isso só dependia de mim. Uma auto-estima inabalável. Um senso de liderança inato.

 

Tenho saudade de qdo fazia ballet clássico. Da leveza dos movimentos, do controle sobre o corpo, da fusão com a música, da dor provocada pelos ensaios...

 

Tenho saudade de qdo eu e minha melhor amiga ficávamos horas e horas na Pedra da Laje em Atibaia, conversando, filosofando, delirando sobre os mais variados assuntos. Discutindo o sexo dos anjos. E do refri ou suco passamos para o vinho como acompanhamento conforme a passagem dos anos...



Escrito por Pri... às 00h07
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Sinto muita falta de sair pra dançar. De estar no meio da galera mesmo. De passar a madrugada na pista, suar muito, cantar muito, ficar esmagada por aquele monte de gente, passar pra tomar café em algum lugar antes de ir pra casa, comprar o jornal, deitar na cama e dormir até acordar cansada de tanto dormir.

 

Tenho saudade do tempo em q eu acreditava no amor romântico. No casamento. Na fidelidade. Na família tradicional. De qdo eu achava q a única forma de se viver era no esquema ‘papai, mamãe e filhinhos’. Saudade de pensar q todo relacionamento no mundo seria igual ao dos meus pais. De acreditar q existe uma pessoa no mundo q tem tudo a ver comigo.

 

Saudade da sensação q eu experimentei qdo pisei em Roma. Saudade das brincadeiras de criança numa praia isolada em Angra dos Reis. Saudade do requeijão da fazenda da Tia Nívea lá de BH. Saudade do clima perfeito q a Serra Gaúcha tem.

 

Saudade de qdo eu chegava do trabalho em casa, na época da gravidez da minha filha, deitava na cama e sentia ela se mexendo. Eu não sabia se era ‘ela’ ou ‘ele’... Mas sabia q eu estava realizando um sonho antigo. E aquele ser se mexia dentro de mim. É uma sensação indescritível!

 

Saudade de estar apaixonada... Saudade dos primeiros beijos de um relacionamento. Saudade de início de namoro. Saudade da intensidade do sexo. Saudade de dormir de conchinha. Saudade de sentir um olhar apaixonado.

 

Saudade de ler. Ler muito. Ler sempre. De devorar tudo q parasse nas minhas mãos. Saudade de estudar. Muita saudade da psicologia...

 

Ai... Q saudades de mim...



Escrito por Pri... às 00h07
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HHHHHHHHHHHHH

Acabei não me mudando na semana passada... Devo me mudar neste sábado. E hj comecei a arrumar algumas coisas...

 

Pela primeira vez me deu um certo medo. Eu saí da casa dos meus pais para morar com meu ex-marido. E qdo me separei, este apartamento onde fiquei morando é no mesmo prédio da minha avó. Então dá aquela sensação de estar amparada.

 

Agora eu vou pra um lugar q ainda é perto daqui, mas vou definitivamente estar sozinha. Vou finalmente guardar as minhas coisas do jeito q eu quero, sem ficar com cara de casa q o ex-marido saiu, sabe como é? Nem eu sei direito como é isso, mas é assim...

 

Meus pais não moram em São Paulo. Minha melhor e grande amiga tb não. É bem longinho daqui. Tô me sentindo meio desamparada. Ridículo isso, eu sei... Muita gente adoraria ter seu canto, seu espaço. Mas agora eu sinto como se a realidade estivesse dando um tapa na minha cara, dizendo: ‘Minha filha, se mexe, as coisas são como são. Acorda! Vc não se chama Alice e está bem distante do país das maravilhas...’

 

Eu estou com medo sim. Receio de mexer nos armários, ver tantas coisas, tantos presentes de casamento... Escolher o q vai comigo pra minha casa nova e o q não vai. Organizar tudo sozinha, resolver muitas coisas so-zi-nha!!!  Ai, q medo! rs

 

E sabe o pior? Eu não peço colo. Nem para os meus pais, minha irmã, meus tios, meus primos, outros amigos... Eu fico quietinha, fazendo o q deve ser feito e só. Eu ando pedindo colo pra 2 pessoas, só... Mas acho q nem eles sabem todos os motivos da minha carência atual... rs

 

Engraçado... Ontem eu estava comentando com um amigo q ele é meio fragmentado... Ele é de um jeito diferente dependendo do contexto em q ele está. É um com os amigos e a família, é outro no ambiente virtual, é outro com as amigas... E ele me diz q faz isso para se proteger, para q as pessoas não o conheçam de verdade. Caramba! Eu faço a mesma coisa! Eu sou a mesma em todos os lugares, mas eu me preservo excessivamente. Acho q só aqui e com mais 3 pessoas q eu falo o q me vêm à cabeça.

 

E olha q aqui eu não conto nada. Só algumas coisas, algumas passagens, alguns sentimentos e pensamentos q não traduzem a totalidade da minha vida. Ninguém sabe exatamente quem eu sou. E me sinto mais segura assim...

 

E agora vai: mais uma metáfora da vida real – eu abrindo armários, escarafunchando gavetas, olhando lembranças do passando, dando de cara com uma casa q foi montada para a vida de um casal, reorganizando tudo, escolhendo o q vai e o q não vai, enfim... Tentando reorganizar a mim mesma, meus pensamentos, minha vida. Face a face com o inevitável!

 

Pelo menos vai ser antes do ano acabar! Quem sabe o ano q vem começa melhor? Pq esse ano, vou falar, foi muuuuuuuuito difícil. Com experiências intensas e diferentes. Muita coisa pra lidar. Muita encrenca. Mas eu cresci muito tb... Balanço de final de ano agora não!!!! rs Deixa eu cuidar da bagunça q este apartamento está se tornando...



Escrito por Pri... às 16h24
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Voltei… Rapidinho… Agora já não estou mais preocupada com nada! rs  Pelo contrário.  Tenho me sentido melhor esses dias... E  acho q essa música tem a ver comigo hj. Meu ‘estado de espírito’ do dia...

 

Bitch

(Meredith Brooks)

I hate the world today
You're so good to me
I know but I can't change
tried to tell you but you look at me like maybe I'm an angel underneath
innocent and sweet
Yesterday I cried
You must have been relieved to see the softer side
I can understand how you'd be so confused
I don't envy you
I'm a little bit of everything
all rolled into one

 I'm a bitch, I'm a lover
I'm a child, I'm a mother
I'm a sinner, I'm a saint
I do not feel ashamed
I'm your hell, I'm your dream
I'm nothing in between
You know you wouldn't want it any other way

So take me as I am
This may mean you'll have to be a stronger man
Rest assured that when I start to make you nervous
and I'm going to extremes
tomorrow I will change
and today won't mean a thing
 
Just when you think you've got me figured out
the season's already changing
I think it's cool you do what you do
and don't try to save me
 
I'm a bitch, I'm a tease
I'm a goddess on my knees
when you hurt, when you suffer
I'm your angel undercover
I've been numbed, I'm revived
can't say I'm not alive
You know I wouldn't want it any other way



Escrito por Pri às 22h41
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Estou no meu casulo...

 

Às vezes a coisa complica um pouco...

 

Então a melhor coisa é pensar, respirar, ficar sozinha...

 

É isso q vou fazer...

 

Volto logo, tá?

 

 

 



Escrito por Pri às 13h24
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Lágrimas de Chuva ou A Noite em Que Ela Conseguiu Chorar...

hhhhhhhhhhhhhhhhhh

22h. Entrou em casa depois de um dia como tantos outros. Não acendeu a luz. Manteve a escuridão porque conhecia cada cantinho, cada detalhe de sua casa. Largou a bolsa em cima da mesa e foi direto para o quarto. Silêncio e escuridão. Tirou a roupa lentamente. Não havia pressa, compromissos ou testemunhas. Ligou o chuveiro, colocou uma música para tocar e continuou com as luzes apagadas. Qdo o vapor já tomava conta do ambiente, entrou embaixo do chuveiro e deixou a água escorrer pelo corpo. Ficou assim, sentindo a água pelo tempo de 2 músicas do CD. Prestou atenção nas letras em inglês e cantarolou alguma coisa... Pegou o sabonete e passou suavemente pelo corpo. Depois foi a vez do óleo, cujo excesso se foi com a água. Passou somente um creme hidratante nos cabelos, enxaguou e saiu do banho.

 

Já na sala, com os cabelos ainda úmidos, vestindo apenas uma camisola curtinha de seda, continuou a ouvir o mesmo CD. Abriu as janelas e a luz da lua cheia invadiu o ambiente antes na penumbra. Foi até a cozinha, serviu-se de uma taça de vinho de uma garrafa guardada há muito tempo e voltou à sala, deitando-se no chão, próxima à janela, para continuar olhando a lua.

 

E assim permaneceu durante um longo período – olhando a lua, escutando o CD e sorvendo em pequenos goles a taça de vinho colocada estrategicamente em um canto acessível.  Prenúncios de tempestade: poucas estrelas visíveis, nuvens passeando em frente à lua, o som dos trovões e os clarões de relâmpagos no céu. Uma brisa invadia o ambiente com um aroma denunciando q em algum lugar próximo já chovia bastante.

 

Lembrou-se de checar a secretária eletrônica. Um recado de sua mãe, outro de uma amiga e um terceiro de um amigo. Nenhuma emergência. Não queria falar com ninguém. Percebeu que a chuva começava a cair. Logo intensificou e ela aumentou o volume da música, abafado pelo barulho que a chuva fazia ao bater de encontro ao vidro e ao concreto. Voltou a deitar-se perto da janela e sentia algumas gotas molharem seu corpo. Permaneceu na mesma posição, não fechou a janela.

 

Tomou um pouco mais do vinho e prestou atenção à letra da música: “And you can't fight the tears that ain't coming. Or the moment of truth in your lies. When everything feels like the movies, yeah you bleed just to know you're alive.” Sim, vc sangra pra saber q está viva. Olhou para o vinho tinto no copo balançando entre seus dedos e pensou na metáfora: sangrar pra ter certeza de q está viva. Ela era assim, às vezes. Precisava viver com intensidade, chegar a sentir dor, sofrer pra sentir-se viva. A dor como resultado de suas vivências passionais faziam-na sentir-se existindo. Pareciam dar um tempero especial à rotina, ao dia-a-dia tão comum e insosso.

 

“And I don't want the world to see me cause I don't think that they'd understand. When everything's made to be broken I just want you to know who I am.”  Não, o mundo não tinha q vê-la, saber quem era ela, saber o q se passava dentro de sua cabeça e de seu coração. Ninguém entenderia mesmo. Ou talvez pouquíssimas pessoas entendessem...



Escrito por Pri às 00h27
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As gotas bem finas de chuva q entravam pela janela misturavam-se às lágrimas ainda discretas. Ela precisava chorar. Há tempos precisava colocar para fora toda aquela angústia q a estava sufocando há meses. Chorar por si mesma, pela vida, pelas frustrações, pelas perdas, pelos castelos de areia destruídos, pelas idealizações da criança e da adolescente q um dia fôra. Chorar de raiva, tristeza, desilusão. Chorar pra parar de ficar doente. Chorar pra poder ser feliz de novo. Chorar pra recomeçar com a alma livre daquele gosto amargo. E chorou...

 

A chuva foi cessando, assim como aquele pranto tantas vezes reprimido e agora liberto, numa noite de relâmpagos, trovões e lua cheia. E ela continuou lá, deitada, imóvel, olhando pra lua. Nenhuma nuvem a ocultava. Percebeu a camisola grudada no corpo por causa da chuva. E o gosto salgado das lágrimas no canto da boca.  Riu de si mesma já imaginando a necessidade de outro banho quando nem mesmo seus cabelos longos haviam secado.

 

Mas permaneceu ali, olhando o céu, sentindo seu coração mais leve e aquele incômodo diário no estômago pareceu ter desaparecido. Tinha a vida pela frente! Tantas coisas a viver, tantas pessoas iriam passar pelo seu caminho, tantas conquistas a serem realizadas. Sentiu-se diferente. E vislumbrou a possibilidade de voltar a fazer planos para si mesma. De poder sonhar novamente. Não de maneira idealizada, mas madura, com expectativas reais. Pq continuar se castigando por atitudes e escolhas q são comuns na fase de imaturidade emocional? Era agora uma mulher e teria q tomar conhecimento acerca de sua condição. Não ficaria à mercê da adolescente sádica q existia dentro dela.

 

Tomou o restante da taça de vinho ainda fitando a lua. Levantou-se, fechou a janela e já estava pensando em seu segundo banho da noite qdo o telefone tocou. Era meia-noite e aquele era o primeiro telefonema depois de ter seu corpo tocado pela chuva e a alma lavada pelas lágrimas. Antes ela não queria falar com ninguém. Mas agora estava ansiosa para atender ao telefone q tocava insistentemente.



Escrito por Pri às 00h26
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OS DOIS LADOS...

JJJJJJJJJJJJ

Eu me sinto, às vezes, no meio de um fogo cruzado velado. É uma batalha inexistente. Mas as posições são tão distintas q é como se eu tivesse q escolher um lado. E não tenho. Estou e vou ficar exatamente onde estou: no meio.  Pelo menos por enquanto...

 

Um lado alfineta sutilmente o outro. Um comentário aqui, uma brincadeira ali, uma cobrança sutil, um tom de ironia. E eu ali, feito boba, parada no meio, buscando justificativas e argumentos para ambos os lados pq simplesmente eles são diferentes demais para haver uma mínima comparação q seja.

 

Alguém consegue comparar um bom livro técnico, da área q vc ama com uma obra biográfica de alguém q vc admira demais? São leituras absolutamente distintas, não há comparação. Mas vc ama os dois gêneros. Então não há melhor ou pior, são diferentes, um para cada momento.

 

Mas essa implicância entre um lado e outro afeta diretamente o relacionamento q eu tenho com cada um separadamente. Isso é cansativo, desgasta, incomoda e me deixa numa situação bastante desconfortável.

 

Um dos lados é o igual: mesma fase, conflitos parecidos, mesma impulsividade, mesmo modo passional de ver o mundo. É a instabilidade, certa imaturidade, gera insegurança, atira para todos os lados, é carente, grita, briga esbraveja, recusa-se a falar sobre o outro ‘lado’, vê sentimentos onde não existem. E tb é profundo, cúmplice, confidente, com quem existe clareza nas ações e nas palavras, não existe assunto q não possa ser mencionado (a não ser o outro ‘lado’), é uma situação q me faz bem, gosto de ter perto e com quem tenho uma ligação pra lá de especial, e tb física, material e concreta. Pra esse lado eu sou mais uma, já fui a ‘bola da vez’ e agora uma dentre várias... Sou transitória... Sou, enquanto eu for...

 

O outro lado é a maturidade, a segurança, a estabilidade. Eu não faço a menor idéia do q eu represento pra ele, mas eu sei q é algo especial e está lá. Não tenho q brigar por aquilo. Não tenho q dividir com ninguém. É meu. Como meu sentimento é dele tb. Não existe discussão, não existe stress. É algo perene. Mas uma relação desigual pq me faz sentir menina e mulher ao mesmo tempo. Tenho respeito, admiração, o escuto de uma maneira diferente. Não consigo vê-lo no mesmo nível q eu. Ele tem uma bagagem, uma experiência de vida muito diferente. Um momento de vida completamente diferente do meu. Ele me acha exagerada, tem dificuldade em lidar com elogios... Pra ele sou especial, sou diferente das outras e sinto q tenho uma dedicação diferente por parte dele sim. Sou permanente. Sou, independente do q aconteça...

 

Não existe forma de explicar o q cada lado representa pra mim. Cada um tem sua função, cada um tem seu espaço dentro de mim. Um sintetiza, me faz ver o todo, faz com q eu me sinta inteira, mais equilibrada. O outro analisa, me deixa fragmentada, me faz viver o caos, me joga direto no conflito. Eu preciso dos dois lados. Os dois são fundamentais. Não quero abrir mão de nenhum. Eu tenho esses dois lados dentro de mim. E fora, personificaram-se... Chega a ser irônico... São diferentes, mas igualmente importantes. Algum lado pode se sobrepor ao outro? Com certeza. Sinto isso. Só depende da reação de cada lado e da ressonância dessa reação em mim. Ou pode continuar assim: um lado lá e outro acolá... Por muito e muito tempo. Até q eu una os dois dentro de mim e forme uma terceira visão.



Escrito por Pri às 15h04
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MUDANÇA E SINTOMAS HISTÉRICOS...

LALALALA

 Vou me mudar!!!!!!!! Neste fim de semana... Durante esta semana toda estarei fazendo a maior bagunça por aqui, encaixotando coisas, provavelmente me desfazendo de tudo q eu achar q não é mais útil pra minha nova vida.

 

Sério. Vou me desfazer de TUDO q eu sempre guardei achando q ‘um dia poderia ser útil’. Coisas de canceriana... rs Vou sair daqui pra um lugar menor, já q esse apartamento é grande só pra mim e pra minha minha filha. Além disso é mais barato. E outro ponto é q passei e o fim do meu casamento aqui. Morei aqui com o pai da minha filha. O passado fica para trás... Isso é bem legal!

 

A parte ruim é perder meus armários embutidos e a organização q eles proporcionam para uma maníaca por arrumação como eu. Sabe qdo alguém te pergunta: ‘Onde está a blusa q vc pediu?’ E aí vc responde: ‘Está na terceira porta do guarda-roupa, da esquerda pra direita, na terceira gaveta, de cima para baixo, do lado direito da gaveta, ao lado de algumas meias fechadas q nunca usei’. Essa q responde sou eu. Quero ver como vou fazer pra ajeitar tudo o q eu tenho num lugar menor... rs Mas vai ser bom, tenho certeza disso.

 

Outra coisa legal: vou trocar o número do telefone... Ninguém que eu não queira vai me encontrar! Meu telefone de casa será para poucos... O meu celular tem identificador, então é fato: só atendo quem eu quero. Sabe q eu estou achando bem interessante não poder ser facilmente encontrada?!

 

Mais uma: tenho pensado seriamente em cometer orkutsuicídio! Sabe clicar no ‘edit profile’ e em seguida no ‘delete account’? Estou com uma vontade de fazer isso! Sumir com tudo: comunidades, amigos e meus 1000 scraps... Pq? Só pq estou meio cansada...

 

Mas mudando de assunto...

 

Hj teve um churrasco pra comemorar o aniversário do meu cunhado. Como eu disse, eu ando tendo vários ‘pitis’ do tipo dor de cabeça, indisposição, gripe q dura há 1 mês, vontades estranhas como tomar leite (q eu não gosto), alguns cheiros andam me enjoando, essas coisinhas super básicas... rs

 

E aí, durante a maior parte do churrasco, sabe qual foi o novo sintoma? Azia. É, isso mesmo. Sabe qdo eu tenho azia? NUNCA. Sabe o único momento na vida em q tive azia algumas vezes? Qdo estava grávida da minha filha. É pra rir... Mas é pra rir MUITO! Além de todas as minhas encrenquinhas concretas e cheias de realidade eu ainda fico tendo sintomas histéricos! Eu posso com isso?! Não. Não existe a mais vaga e remota hipótese de eu estar grávida de verdade. No way!!! Estou é somatizando toda a minha desordem emocional. Não dá mais, né? Qdo a pessoa já está a ponto de jogar as coisas pro corpo é hora de gritar: ‘Pára tudo q eu quero descer!’

 

Por isso a mudança será bem vinda. Por isso o afastamento seria uma boa alternativa. Vou passar essa semana em função disso. Na verdade, vendo o q ainda me serve, o q eu já não preciso, o q eu quero na minha vida daqui pra frente, o q já é desnecessário... E ao arrumar as gavetas, estarei talvez arrumando um pouquinho de mim mesma. Pq já deu, né?! Mudanças são positivas... Pra mim, sempre foram...



Escrito por Pri às 00h46
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