DÚVIDAS...
Anna estava conversando com Ricardo sobre amigos dela. Comentou q existia um deles com quem ela falava sobre o relacionamento deles. Imediatamente Ricardo condenou o fato dela comentar com outra pessoa coisas q só diziam respeito ao relacionamento deles dois. Questionou a necessidade de falar, os motivos, disse q isso praticamente era a mesma coisa q um homem sair por aí contando como foi sua experiência com determinada mulher.
E Anna tentou contra argumentar dizendo q era uma pessoa em quem ela confiava, q havia sido numa situação de confidência, q ela não havia feito nenhuma descrição literal de como era a relação deles. E Ricardo colocando a não possibilidade de amizade entre homem e mulher. Dizendo q ela estava sendo infantil, pq no fundo existiam apenas 2 alternativas: ou ela estava fazendo um jogo de sedução com o amigo, ao revelar alguns assuntos íntimos ou então ela estava sendo ingênua em não perceber q aquilo abriria espaço para ele querer levá-la pra cama. E em certo momento da conversa ele disse:
“NENHUM HOMEM É DIFERENTE DE MIM NESSE PONTO. NENHUM. GUARDE MUITO BEM O QUE EU ESTOU TE DIZENDO. NO FUTURO VOCÊ VAI SE LEMBRAR DISSO!”
No momento em q a frase foi dita passou batido, Anna não se ateve a isso. A conversa terminou de maneira amigável, ela entendeu a preocupação dele, ele pareceu aceitar a idéia de não ter controle sobre a vida dela e encerrou-se o assunto.
Mais tarde, relembrando a conversa, a frase dita ficou incomodando Anna. Ela tentava compreender: segundo ele, todos os homens queriam apenas sexo e nenhum poderia se interessar por ela somente por amizade ou com interesses mais sinceros. E disse tb q nenhum homem era diferente dele nesse ponto... Então ele não sentiria nada por ela? Era apenas sexo tb?
Aquilo ficou bastante confuso pq não correspondia a toda preocupação q ele demonstrara com ela durante a conversa. Ela percebeu q existiam colocações contraditórias no posicionamento dele. Gostava dela, se preocupava? Mas ao mesmo tempo dizia q nenhum homem era diferente dele?
Independente do tipo de relacionamento q Anna e Ricardo têm, completamente descompromissado, ela ficou questionando se ele realmente entendia o q sentia por ela. Tudo era tão claro pra ela. Ela sabia as limitações q morar em cidades diferente traz, dentre os outros fatores, mas o relacionamento deles era daquele jeito e pra ela estava cômodo assim. Ela achava diferente, mas tinha se acostumado ao q eles dois construíram pra si mesmos. Ela mantinha por escolha.
Mas o q ele realmente pensava? O q ele esperava dessa relação com ela? Preocupava-se com a vida dela e ao mesmo tempo dizia q se aproximavam dela em função de sexo, pq “nenhum homem é diferente dele nesse ponto”. Pra ele é só isso? Ele já teve oportunidade de desligar-se dela por mais de uma vez e isso não aconteceu. Por vontade de ambos. Afinal o q ligaria Ricardo à Anna? Ela não sabia. E queria apenas ter essa clareza. Pq se fosse só sexo, ela queria saber. Caso não fosse, também faria diferença. Mas pelo menos ela saberia a verdade. E a frase dele deixou uma interrogação pendente. Uma dúvida com jeito de exclamação...
Escrito por Pri às 01h31
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AS SEM-RAZÕES DO AMOR
Eu te amo porque te amo. Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga.
Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante o amor.
(Carlos Drummond de Andrade)
Achei q este poema tem tudo a ver com o vídeo q um amigo indicou na Comunidade do orkut q participo. E pra quem tiver paciência e estiver afim de assistir uma estória de amor bem triste e bem deprê... Tem 18Mb, mas pra quem gosta de drama, vale a pena:http://www.mdig.com.br/xml-rss2.php?itemid=159
Escrito por Pri às 16h56
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LISTAS...
Preciso urgente voltar a fazer listas... Minha intermináveis listas... Desde adolescente andava com a agenda pra cima e pra baixo. Eu era daquelas q ‘fazia’ agenda. Guardava todos os papéis, fotos, recortes, escrevia cada detalhe das coisas e guardava a agenda como se ela contivesse minha própria vida. E tinha um pouco mesmo... Minhas listas tb ficavam lá...
Lista do q precisava fazer no dia-a-dia, lista sobre coisas q precisava comprar, lista de pessoas pra quem precisava ligar, lista de tópicos a serem estudados... Nem sempre eu cumpria tudo q estava nas listas, lógico, mas me sentia mais segura colocando tudo no papel. Pq se eu não fizesse, pelo menos eu saberia o q estava deixando de fazer.
Hj estou sem listas. Minha agenda já não está como antes. Essa fase de pausa, suspensão, parada, está ficando longa demais. Chata e cansativa. Improdutiva. Preciso de listas! Muitas listas! Preciso relembrar o q me fazia bem antes de ter me casado, antes de ser mãe, antes de eu colocar na minha cabeça q agora estou mais limitada por fatores externos.
E q venham as listas! Do q organizar aqui em casa, pra onde ainda não mandei curriculum, dos concursos q estão abertos, de amigos com quem não falo há algum tempo, de coisas pra comprar aqui de casa, de consultas de rotina, de músicas q ainda não tenho, de livros q preciso ler, de filmes q gostaria de assistir. E até uma daquelas listas q geralmente eu fazia no fim do ano, sobre como eu gostaria de chegar no início do ano seguinte. Vou fazer minha lista em Setembro! Rsrsrs Ainda tenho 4 preciosos meses. Muito tempo! Muita coisa acontece em 4 meses.
Prioridades?! Uma só: EU. Minhas listas vão ter muitas coisas sobre mim, para mim... Nada muda tão rápido externamente, mas alguma coisa vem mudando dentro de mim... É como se faltasse um ‘algo’ q eu não faço idéia do q seja pra fazer emergir tudo q está latente há algum tempo. Tudo q eu sou e posso ser. Quero muitas listas! E q elas sejam intermináveis! Todas riscadas pq já cumpridas e completamente escritas pq novos compromissos ou lembranças são registrados a todo momento. E o mais interessante é chegar em Janeiro e ver o q foi feito. Mudanças perceptíveis, outras q só eu saberei. E depois, começar uma outra lista, novinha... Só pra mim...
Escrito por Pri às 17h13
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