O ESPELHO...
- Não quero! Não quero e pronto, está decidido!
- Dá uma olhadinha só... Vc fazia tanto isso qdo era menor. Passava horas fazendo caras e bocas, cantando, treinando pros trabalhos da escola, ensaiando o 1º beijo... Olha só um pouquinho, vai... Vc não vai ver nada q já não conheça. É só uma espiadinha básica...
- Pra q ? Pra ver o qto eu mudei? Pra ver tudo q já não sou mais? Pra ver a desilusão estampada? Pra ver q tudo q eu sonhava não aconteceu? O q eu ganho com isso?!
- A verdade. A realidade. A sua imagem refletida é muito mais produtivo do q apenas olhar as sombras com q vc tem q lidar o tempo todo...
- Sombras?
- É claro... A sombra tem vários significados: espaço privado de luz, escuridão, trevas, noite, mancha, defeito, mácula, espectro, fantasma, visão, sinal, traço, vestígio, imagem imperfeita, representação vaga, tudo o que entristece a alma, retiro, solidão, prisão. Vc anda preferindo lidar com as sombras do q com a sua imagem refletida no espelho q pode te dar a dimensão real de quem é vc.
- Mas eu sei muito bem quem eu sou...
- Não... Nem adianta me repetir o q vc fica repetindo pra si mesma o tempo todo. Vai ficar falando de todas as suas sombras, seus defeitos, as coisas q vc não gosta em si mesma, as coisas q vc perdeu, q deixou de fazer, q não conquistou.
- Mas essa sou eu!!!
- Com certeza. Esta é TAMBÉM vc... Mas vc não se resume a isso. E onde estão suas qualidades, suas conquistas, tudo q vc aprendeu? Pra q fazer a opção pelo seu lado mais negativo, mais sombrio? Pra q deixar de lado todos os elementos q podem te impulsionar e ficar somente com aqueles que te fazem descer cada vez mais fundo?
- Pq ultimamente tudo q é ruim está em evidência! Não consigo enxergar nada positivo! Por isso eu queria mudar TUDO! Começar do zero. Fazer tudo diferente.
- Certo. Vc realmente pode ter esse pensamento. Mas q fique claro q ele não te levará a lugar algum. Pq esse é um pensamento terrivelmente infantil. Quer ficar com ele? Quer perder mais tempo? Esteja à vontade. Nunca vou te obrigar a nada. A opção é sempre sua. O problema é q vc parece acostumada a ficar com a sua parte mais obscura. Dá pra variar um pouquinho e olhar pro todo? Dá pra lembrar de todas as coisas boas q vc tem?
- Mas vc não entende! Olha tudo o q eu passei! Tudo o q estou passando! Tudo q eu deixei pra trás... As escolhas erradas q eu fiz! Perdi oportunidades, deixei minha vontade de lado por causa de outras pessoas... Não tem mais jeito...
- Nossa, tô morrendo de dó! Coitadinha de vc, né? Acho q uma boa estratégia é ficarmos aqui chorando e nos lamentando nos próximos... 10 anos, está bom pra vc? Uma década é um tempo legal... O suficiente pra vc fazer 40 anos. Acho q está bom... O q vc acha? Pq a decisão é sempre sua.
- Eu acho q não vai mudar minha vida olhar pra droga de um espelho. O q vai alterar? Vai fazer alguma diferença prática?
- Vai. Talvez não já, mas já é um começo. Olhar pra si mesma, com qualidades e defeitos, é a única forma de ter instrumentos para modificar sua situação. Modificar o q te incomoda... Como vc vai poder fazer alguma coisa se não sabe quem é? Não sabe mais de suas preferências, habilidades, perdeu noção de metas, de prioridades...
- Pode ser... Mas estou sem vontade de nada... Sem força... Estou deixando as coisas correrem, quem sabe uma hora mudam...
- E o tempo passa... Sem força? Sem vontade? Chore! Passe um dia inteiro chorando. Quer ter pena de si mesma? Tenha e chore. Está cansada de tudo? Chore, tenha pena e se lamente... Mas depois olhe pro espelho. Vc não tem outra opção. Esse caminho das sombras vc já sabe como é e não está feliz nele. Não seja comodista. Experimente o espelho. Pelo menos vc vai tentar algo diferente! Vc perde alguma coisa tentando outra postura? Dá pra ficar pior ainda?
- Nossa! Mas q pessoa mais chata! Insistente! Pensa q é tudo assim fácil! Eu não fiquei assim ontem não, viu? Estou nessa há um tempinho... Não é de uma hora pra outra!
- Então corra! Pq vc já está atrasada. Qto mais tempo vc ficou nessa, maiores os estragos. Só não dá pra saber se vai levar muito tempo pra consertar ou se pode ser rápido. Isso só depende de vc, do seu empenho...
- O q eu tenho q fazer?
- Olha no espelho.
- Só isso?
- É um bom começo....
Escrito por Pri às 15h42
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PESSOAS ESPECIAIS...
Eu tenho 3 amigos, todos homens, com quem ando trocando muita coisa nesse meu momento de grandes transformações. Quero falar deles aqui pq este blog tem sido um retrato desta fase q estou vivendo. E eles têm feito a maior diferença, então quero registrar.
A., 35 anos, casado, 1 filha um pouquinho mais velha q a minha. Eu brinco chamando-o de Mestre. Isso começou pq nos scraps dele no Orkut algumas pessoas o chamam desta forma. Mas não faço a menor idéia do motivo. Simplesmente essas coisas mais objetivas e dados da vida pessoal um do outro não fazem parte das nossas conversas. Ele não sabe quase nada sobre mim e eu não sei quase nada dele. Nosso relacionamento é em outro nível. Falamos sobre a vida, sobre alguns conceitos como amor, fidelidade, felicidade... E isso nunca se esgota. Sempre analisamos por uma vertente diferente. Ele é articulado, escreve super bem, tem uma cultura invejável e me dá a nítida sensação de eu parecer uma criança q tem muito a aprender. Ele sempre tem uma palavra pra cada momento, a frase certa para encerrar as questões... Ele parece um guru saído desses filmes sobre filosofia oriental. E essa aura de mistério q é criada contribui para tornar esse relacionamento muito especial. É como se ele exercesse uma certa autoridade pela forma como ele se coloca, pelo papel q ele ocupa em nossa relação. E isso não me incomoda. Qdo estamos conversando eu simplesmente me entrego às palavras dele, sempre tão bem fundamentadas. Às metáforas q ele utiliza para exemplificar o q ele diz. E pra mim, ele acabou tornando-se um Mestre mesmo, na definição q a palavra tem. Ele é uma pessoa com problemas e dificuldades, como ele mesmo faz questão de afirmar, e diz q superou e tem q estar superando sempre os desafios dele mesmo. Mas a sensatez e o equilíbrio dele exercem um poder q é fascinante. E quer saber? Como é bom se entregar dessa forma! Ele é o protótipo do homem q toda mulher ainda sonha: forte, determinado, decidido, q envolve, seduz, tem poder, e te faz sentir única naquele momento em q vc está com ele. Mas se ele é assim na vida real? Provavelmente não. rs Mas isso não me interessa. Todos nós precisamos às vezes acreditar naquelas figuras arquetípicas e o pouco envolvimento pessoal q temos facilita isso. Ele é o Mestre, o professor q tem autoridade, q envolve, seduz (aqui sem cunho sexual, pq isso não rola, nunca rolou e não tem nada a ver com o q criamos pra nós), q é forte, q abarca as ansiedades, q fala como se te abraçasse, q te desperta a consciência... Falo com ele no máximo 1 vez por semana. E é o suficiente. Pq cada conversa é tão intensa q vc precisa de tempo pra absorver. Ter alguém assim é algo meio mágico. E ele provoca isso em todas as pessoas q conversam com ele. É um pisciano q exala sensibilidade por todos os poros. Só um detalhe básico: acredita q além de tudo isso ele pratica esportes, musculação, capoeira e é LINDO?! Perfeito para o imaginário feminino. Lindo e inteligente... Combinação q induz à fantasia... E qual o problema em fantasiar?
B. , 47 anos, separado, 3 filhos, 5 netos. Durante 1 mês inteiro, toda madrugada (e isso quer dizer de umas 11 da noite até 4:30 ou 5 da manhã) nós ficávamos no msn. Hj a gente ainda se fala diariamente, mas não numa intensidade de tempo (horas a fio), mas de sentimento. Ele sabe MUITO sobre a minha vida. Sobre minha família, sobre minha separação, sobre minha filha, sobre meus relacionamentos, sobre as minhas dificuldades, sobre os meus desejos, enfim, ele tem um raio X de mim mesma.
Escrito por Pri às 14h39
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E ele me contou sobre o casamento dele, sobre a separação, sobre as decorrências da separação, sobre o relacionamento com os filhos, a vida pessoal dos filhos, sobre os netos, sobre a profissão dele, sobre as mudanças de vida q ele teve, sobre uma namorada importante e o rompimento com ela, sobre o contato com o espiritismo, sobre as dificuldades q ele tem enquanto pessoa, sobre os poemas q ele escreve (ele declamou vários deles e me contou algumas histórias sobre as motivações ao escrevê-los e além disso escreveu 2 poemas lindos pra mim!)... E isso tudo foi feito de uma forma tão sincera, com uma cumplicidade tão grande! Virou um prazer saber sempre mais um sobre o outro. Nós nos viciamos em nós mesmos. E de repente a sintonia ficou tão forte q existiam coisas q não necessariamente precisavam ser ditas. Há muita troca. Ele me ajuda muito e eu contribuo muito para a vida dele. É uma via de mão dupla. É um amor entre amigos. É alguém a quem nunca olhei nos olhos. Conheço por foto, conheço a voz (pelo áudio do msn), conheço as idéias e a sensibilidade, a prudência, a sensatez, o equilíbrio, a maturidade, a experiência de vida. É alguém me 'pressente', me descreve, parece saber o q se vai dentro de mim, me enxerga com nitidez em meus melhores e piores aspectos. E a sensação de ter uma pessoa q te 'apreende' desta forma, é indescritível. É um presente. Pq às vezes eu não preciso abrir minha boca e ele me decifra. Ele orienta, nunca julga, se coloca tão humano quanto eu, conta sobre suas fraquezas e fragilidades e como busca superá-las a cada dia. É alguém q me faz querer ser uma pessoa melhor, buscar a minha essência, a minha verdade. É alguém q fala verdades, mas jamais invade. Um amigo especial q é muito presente na sua ausência. Atualmente ele está fazendo parte de quem eu sou... Através do meu contato com ele estou me redescobrindo. E isso é um privilégio... Pq ele me obriga a fazer o exercício diário de buscar as respostas dentro de mim. É alguém q faz parte, é amigo, mas nem por isso preciso trazê-lo para minha realidade cotidiana. Pq ele é presente demais numa esfera preservada de mim mesma. E o quero só pra mim, nem gosto muito de falar sobre ele pras pessoas pq ele é meio intocável... A maturidade, a segurança e a sabedoria de vida dele me encantam! Eu o quero desse exato jeito como as coisas são. Brinco q ele é meu Mentor...
C. , 31 anos, solteiro. Falar dele é um desafio. Pq ele é o mais real de todos. O único a quem conheço pessoalmente. Com ele eu já tive um envolvimento emocional e sexual. E isso fez toda a diferença para o q nossa amizade se tornou hj. É alguém por quem tenho respeito, admiração, com quem tenho cumplicidade e muitas afinidades. Somos absurdamente parecidos e infinitamente diferentes. Somos passionais, intensos. Ao mesmo tempo nos preservamos até de nós mesmos. Trocamos confidências em níveis muito profundos. Coisas q não costumamos falar em voz alta nem a nós mesmos. A gente discute, chega a se desentender. Um invade a vida do outro com opiniões, mas sempre com o maior carinho. E invade pq o outro dá essa liberdade. Não deixamos assuntos mal resolvidos. Em certos momentos ele está frágil, desolado e eu o apóio. Em outros eu estou me sentindo mal, pequenininha e ele vem me dar colo. Somos duros e sinceros um com o outro. Mas é sempre na intenção de ver a nossa vida mudar e sermos mais felizes. Gostamos de ouvir um a voz do outro, gostamos de freqüentar a vida um do outro e isso só é assim por causa da distância geográfica q nos separa. Caso não fosse assim, tenho a impressão de q seríamos os amigos mais cúmplices. Dessas amizades q não são tão comuns em toda esquina. Alcançamos uma profundidade rara. Ficamos horas conversando sobre absolutamente qualquer assunto – dos mais sérios aos mais banais. Temos a tendência a ficar filosofando sobre o comportamento humano. Temos em comum a paixão pela psicologia e pelas pessoas. Temos em comum o desafio de superar o limite q nós mesmos nos impomos. Detesto ele estar longe. Uma amizade como essa valeria a pena fazer parte do meu dia a dia. Realmente eu o queria mais próximo de mim. Pq ele não tem nada de idealizado. E apesar dele não ser o perfil ideal de homem com quem acho q seria legal eu estar hj e de eu não ser o tipo de mulher q o faria se apaixonar, isso não estremeceu o q temos de melhor: a paixão pela nossa amizade.
Os 3 são absolutamente diferentes. Os 3 têm funções e lugares diferentes dentro de mim. Não gostaria de abrir mão de nenhum deles. E nenhum tem maior ou menor importância. Eles estão sendo perfeitos para o momento q estou vivendo. Um no ideal completo e meio mito, outro como um amor de irmão mais velho por quem tenho uma certa admiração idealizada e outro a quem eu amo em todas as suas mil qualidades e em suas fragilidades tão aparentes, complicadas q mostram como ele é humano, real e especial. O q eles têm em comum? São amigos, sensíveis, inteligentes e... infelizmente estão bem longe de mim... Essa é a parte ruim... Mas faz a manutenção do lugar q cada um deles ocupa... rs
Escrito por Pri às 14h38
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MOMENTO SAUDOSISTA...
Hj acordei meio saudosista... E comecei a lembrar de alguns momentos marcantes da minha vida afetiva... Claro q é muuuuuuita coisa, mas escolhi alguns mais básicos pra estar colocando aqui...
Meu Primeiro Beijo... Foi numa festa de uma colega da escola. Com o primo dela q era 4 anos mais velho do q eu. Eu tinha 11 anos! Hj eu acho q era novinha demais. Mas na época eu não achava, claro... rs Estávamos dançando uma música lenta e qdo eu me dei conta, a boca dele estava colada na minha e eu não fazia a menor idéia do q fazer naquela situação. Nem lembro direito do beijo em si. Mas lembro da sensação de novidade, do abraço dele, dos vários telefonemas dele pra minha casa na semana seguinte à festa, aos quais eu nunca atendi. Fugi dele! rs O cara é seu primeiro beijo, fica atrás de vc e vc sai correndo? Com 11 anos eu não queria envolvimento! Vê se pode... Mas lembro dele até hj com carinho...
Quando perdi a virgindade, eu tinha 17 anos. Já namorava há mais de um ano um cara com quem fiquei por quase 5 anos. Mas foi bem legal. Na verdade foi até planejado: fomos pro apartamento q os avós dele tinham no litoral aqui em SP e passamos a noite lá. Foi a minha primeira vez e a primeira vez dele tb. Perto das histórias q ouço por aí, acho a minha 1ª vez interessante. Pq havia sentimento, envolvimento, era novo pros dois... Algo q faz com q tenhamos cumplicidade até hj, pq ainda mantemos contato e a amizade.
Uma grande decepção aconteceu qdo eu tinha 14 anos. Falo em decepção comigo mesma, pq pela primeira vez na vida eu vi o q era magoar alguém. Aquela situação bem adolescente de 2 amigos estarem afim da mesma menina e a tal era eu. Beijei um, mas não rolou. E durante as férias acabei ficando com o outro amigo com quem namorei 1 ano. Mas a lembrança q quero contar é justamente sobre uma noite, uns 2 anos depois, em q esse amigo q eu só beijei me contou como ele sentiu-se nessa época. Era noite de lua cheia e ela estava amarela, enorme, parecia ocupar o céu inteiro. Estávamos à beira de um lago, conversando. E tocamos nesse assunto. Ouvir o q ele sentiu foi uma coisa tão forte q eu acabei bloqueando, nem lembro de tudo. Tenho a cena da lua, do lago, do clima tenso e da minha vontade de pegá-lo no colo e arrancar aquelas lembranças com uma sensação ruim q ficaram pra ele... Por vários motivos ele se tornou uma pessoa muito especial da minha fase de adolescente... E odiei ter deixado lembranças daquele tipo.
Sempre fui de emendar um namoro no outro. Desta forma eu praticamente não sei o q é sair pra curtir baladas sem estar devidamente acompanhada de um namorado. Olha q absurdo! rs Uma vez, entre um namoro e outro eu saí num grupo só de mulheres e a gente foi ao Moinho Santo Antonio, aqui em Sampa. Dancei muito, bebi pouco, me diverti demais e em certo momento vi um cara se aproximando de mim. Começou a conversar de pertinho, daquele jeito básico. Sabe aquele cara lindo? Meio q um estereótipo do tipo completamente ficável, beijável, interessante, enfim... Sabe o q euzinha fiz? A minha cara fazer isso... Evitei o beijo dele. Até me dar uma vontade louca de ir embora e parar de me sentir pressionada daquela forma. Claro q depois eu me arrependi. Qual mal haveria em dar uns beijos nele? Ai, como eu era certinha! Q puritanismo mais besta! Isso me levou a q? Afff!
Escrito por Pri às 12h48
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Já traí, já fui traída e já fui a outra. Estive nos 3 vértices possíveis do triângulo e sinceramente eu não estou nem um pouco disposta a me ver nessa situação novamente. Por mil motivos. Principalmente lidar com a questão moral do fato. Não digo nunca pq é forte demais. Mas posso dizer q é absolutamente improvável. Lidar com o ser traída, por mais q magoe, é mais cômodo do q trair e ser a outra. Pq no 1º caso vc não levou a ação adiante. Foi a outra pessoa q o fez. Já trair e ser a outra te leva a um afrouxamento da moral, dos princípios e isso, para uma pessoa como eu, ocasiona um desgaste emocional bem difícil de lidar. Quebra de contrato e de confiança são coisas muito pesadas. E como essa questão andou permeando a minha vida com alguma freqüência, hj procuro evitar. O sofrimento é inevitável. E o pior de tudo: depois q vc trai uma vez, fica mais fácil. Então não tem pq brincar com o perigo...
Tive um namorado romântico q adorava aprontar coisas diferentes. Na fase da conquista ele me deixava vários recados melosos na secretária eletrônica, mandou telegrama com letra de música, flores eram a todo momento... Mas em um dos meus aniversários ele preparou uma coisa digna de comédia romântica. Espalhou (com o consentimento dos meus pais q abriram a porta, né?) pétalas de rosas vermelhas da porta do meu quarto até a sala, onde havia sei-lá qtas dúzias de rosas e uma caixa grande. Cada vez q eu abria a caixa, tinha outra dentro e um bilhetinho com alguma coisa bonita escrita. No final, na caixinha menor havia uma jóia. Um anel lindo... Foi muito legal... Coisas assim a gente nunca esquece... E esse mesmo namorado em outro momento, gravou uma fita (ainda era K7...) com músicas q ouvíamos na época, cantadas por ele. Muito legal isso tudo...
Uma história mais recente é a de uma cara q conheci numa sala de bate papo, até já comentei aqui no blog. E nós ficamos 1 mês seguido nos falando entre 6 e 8 h por dia pelo msn e às vezes telefone ou celular. Trocávamos músicas, conversávamos muito, passávamos o dia na companhia um do outro... Nunca chegamos a nos conhecer, nunca soubemos como seria um beijo nosso, e existiam muitas variáveis em jogo. A questão foi a intensidade. O envolvimento. A forma como a gente mexia um com o outro. Tenho carinho por essa história, tenho carinho por ele, apesar de não ter mais contato. De vez em quando tenho curiosidade de saber como ele está, justamente por esse carinho q ficou. Foi algo vivido num momento especial e com uma intensidade q tem tudo a ver comigo. Vou guardar isso comigo pra sempre. Pelo menos a parte boa, q no final, é o q sempre fica pra mim.
Mais recentemente ainda, tive uma conversa por msn com uma pessoa com quem tive um relacionamento q não foi um namoro. Ficamos juntos um tempinho. Fazia muitos anos q não nos falávamos. Acho q uns 8 anos... Essa conversa me fez muito bem pq relembramos tudo q vivemos juntos, reafirmamos o carinho q temos um pelo e ele me falou muitas coisas q me fizeram bem pro ego, ainda mais por causa deste momento meio de crise q estou passando agora. É muito legal saber q a pessoa lembra de vc de determinada forma. Muito bom saber o q ficou para a pessoa q viveu com a gente uma história q passou. Deixar lembranças positivas causa uma boa sensação.
E lá vou eu usando a função transformada desse blog - como já disse uma vez: liberta, exorciza e é catártico... E em momentos de crise é muito bom lembrar o q passou. Resgata certas nuances de sentimentos... O passado ajuda a saber quem somos e o q podemos ser... Q tipo de coisa ainda queremos e o q podemos fazer diferente. Mas não posso reclamar. Eu posso nunca ter amado nenhum deles. Mas todas as situações de envolvimento emocional q eu já tive, valeram a pena. E guardo boas lembranças. E tenho muita história pra contar. Mas nem tudo é publicável... Eu sou egoísta. Tem muita coisa boa q quero guardar só pra mim. E somente eu terei acesso... 
Escrito por Pri às 12h46
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O CASULO ESTÁ CADA VEZ MENOR...
Cansei de mim. Das minhas lamentações. Do meu eterno discurso de processo de mudança. Cansei da teoria. Cansei de filosofar. Cansei de me desculpar. Também cansei da minha auto-crítica tão ferrenha. Cansei de ficar falando muito, pensando muito, escrevendo muito e tendo a eterna sensação de q estou fazendo pouco.
Cansei de ser diferente. Cansei de me sentir não pertencendo a nada e a lugar nenhum. Cansei de ser boazinha. Cansei de morar em São Paulo. Cansei de pessoas burras. Cansei de muitas vezes não poder me revelar totalmente. Cansei desse papo de política. Já encheu essa história de ter ovário policístico.
Tô de saco cheio de gostar das pessoas erradas. De me envolver com quem não vale a pena. De emendar uma história na outra sem ter tempo pra respirar. Cansei de me envolver e ter q esquecer logo em seguida. Cansei de ser passional, intensa, de me entregar e perceber q nada disso vale a pena. Tô é bem fora desse papinho de ser sensível, sincera, mostrar o melhor de mim, mas somente as paredes do meu quarto e os travesseiros da minha cama saberem disso.
Cansei de ter q manter um padrão de vida q eu não sei se quero ter. Enjoei dos meus paradigmas, das minhas certezas, dos meus sonhos imutáveis, de achar q tem coisas q eu não vou poder transformar...
Quero o inusitado. Quero o risco de quebrar a cara. Quero a insegurança e o frio na barriga da mudança. Quero tomar as rédeas da minha vida e ser dona de mim mesma. Não quero ser dependente de nada: de coisas, de pessoas, de valores deturpados, de ideais.
Quero resgatar aquela certeza de q tudo daria certo, da época em q eu era adolescente. E dessa época tb, quero lembrar como é seduzir: às pessoas, a mim mesma, ao mundo... Era tão fácil quando eu acreditava. Colocava na cabeça q iria conseguir determinada coisa e ia manipulando pessoas e situações, de maneira saudável, até conseguir o q eu queria.
Acreditar, traçar metas. Negar a estagnação q nos torna comodistas e nos faz ir perdendo a ilusão e a ingenuidade aos poucos. Até q não sobre nada. Até q se perca a identidade. Até não se saiba o próprio gosto pessoal e não se tenha mais noção dos próprios desejos...
E ao olhar no espelho, vc assiste a uma morte lenta, uma despersonificação e vc vai se tornando apenas rótulos: mãe, filha, amiga, esposa, profissional, irmã, cliente, estudante, contribuinte, com papéis a desempenhar e expectativas a cumprir.
Onde fica a unidade de si mesma como pessoa? Onde está a resposta para o ‘quem sou eu’? O q fazer com todas as frustrações, as desilusões, os desejos, os sonhos, as lembranças? Em q momento usar o ‘eu quero’? Como acreditar no ‘eu posso’? Como fazer para dar o primeiro passo? Por onde começar? E o receio de fracassar? E, por incrível q pareça: e se der certo?!
Cansei de ouvir, de entender, de justificar as atitudes das outras pessoas. Cansei de elas não fazerem a mesma coisa comigo. Cansei do egoísmo, do egocentrismo, das pessoas q sentem pena de si mesmas ou daquelas q se acham superiores demais... CANSEI... O casulo está pequeno demais pra mim...
Escrito por Pri às 22h45
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