
Estou no meu casulo...
Às vezes a coisa complica um pouco...
Então a melhor coisa é pensar, respirar, ficar sozinha...
É isso q vou fazer...
Volto logo, tá?
Escrito por Pri às 13h24
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Lágrimas de Chuva ou A Noite em Que Ela Conseguiu Chorar...

hhhhhhhhhhhhhhhhhh
22h. Entrou em casa depois de um dia como tantos outros. Não acendeu a luz. Manteve a escuridão porque conhecia cada cantinho, cada detalhe de sua casa. Largou a bolsa em cima da mesa e foi direto para o quarto. Silêncio e escuridão. Tirou a roupa lentamente. Não havia pressa, compromissos ou testemunhas. Ligou o chuveiro, colocou uma música para tocar e continuou com as luzes apagadas. Qdo o vapor já tomava conta do ambiente, entrou embaixo do chuveiro e deixou a água escorrer pelo corpo. Ficou assim, sentindo a água pelo tempo de 2 músicas do CD. Prestou atenção nas letras em inglês e cantarolou alguma coisa... Pegou o sabonete e passou suavemente pelo corpo. Depois foi a vez do óleo, cujo excesso se foi com a água. Passou somente um creme hidratante nos cabelos, enxaguou e saiu do banho.
Já na sala, com os cabelos ainda úmidos, vestindo apenas uma camisola curtinha de seda, continuou a ouvir o mesmo CD. Abriu as janelas e a luz da lua cheia invadiu o ambiente antes na penumbra. Foi até a cozinha, serviu-se de uma taça de vinho de uma garrafa guardada há muito tempo e voltou à sala, deitando-se no chão, próxima à janela, para continuar olhando a lua.
E assim permaneceu durante um longo período – olhando a lua, escutando o CD e sorvendo em pequenos goles a taça de vinho colocada estrategicamente em um canto acessível. Prenúncios de tempestade: poucas estrelas visíveis, nuvens passeando em frente à lua, o som dos trovões e os clarões de relâmpagos no céu. Uma brisa invadia o ambiente com um aroma denunciando q em algum lugar próximo já chovia bastante.
Lembrou-se de checar a secretária eletrônica. Um recado de sua mãe, outro de uma amiga e um terceiro de um amigo. Nenhuma emergência. Não queria falar com ninguém. Percebeu que a chuva começava a cair. Logo intensificou e ela aumentou o volume da música, abafado pelo barulho que a chuva fazia ao bater de encontro ao vidro e ao concreto. Voltou a deitar-se perto da janela e sentia algumas gotas molharem seu corpo. Permaneceu na mesma posição, não fechou a janela.
Tomou um pouco mais do vinho e prestou atenção à letra da música: “And you can't fight the tears that ain't coming. Or the moment of truth in your lies. When everything feels like the movies, yeah you bleed just to know you're alive.” Sim, vc sangra pra saber q está viva. Olhou para o vinho tinto no copo balançando entre seus dedos e pensou na metáfora: sangrar pra ter certeza de q está viva. Ela era assim, às vezes. Precisava viver com intensidade, chegar a sentir dor, sofrer pra sentir-se viva. A dor como resultado de suas vivências passionais faziam-na sentir-se existindo. Pareciam dar um tempero especial à rotina, ao dia-a-dia tão comum e insosso.
“And I don't want the world to see me cause I don't think that they'd understand. When everything's made to be broken I just want you to know who I am.” Não, o mundo não tinha q vê-la, saber quem era ela, saber o q se passava dentro de sua cabeça e de seu coração. Ninguém entenderia mesmo. Ou talvez pouquíssimas pessoas entendessem...
Escrito por Pri às 00h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
As gotas bem finas de chuva q entravam pela janela misturavam-se às lágrimas ainda discretas. Ela precisava chorar. Há tempos precisava colocar para fora toda aquela angústia q a estava sufocando há meses. Chorar por si mesma, pela vida, pelas frustrações, pelas perdas, pelos castelos de areia destruídos, pelas idealizações da criança e da adolescente q um dia fôra. Chorar de raiva, tristeza, desilusão. Chorar pra parar de ficar doente. Chorar pra poder ser feliz de novo. Chorar pra recomeçar com a alma livre daquele gosto amargo. E chorou...
A chuva foi cessando, assim como aquele pranto tantas vezes reprimido e agora liberto, numa noite de relâmpagos, trovões e lua cheia. E ela continuou lá, deitada, imóvel, olhando pra lua. Nenhuma nuvem a ocultava. Percebeu a camisola grudada no corpo por causa da chuva. E o gosto salgado das lágrimas no canto da boca. Riu de si mesma já imaginando a necessidade de outro banho quando nem mesmo seus cabelos longos haviam secado.
Mas permaneceu ali, olhando o céu, sentindo seu coração mais leve e aquele incômodo diário no estômago pareceu ter desaparecido. Tinha a vida pela frente! Tantas coisas a viver, tantas pessoas iriam passar pelo seu caminho, tantas conquistas a serem realizadas. Sentiu-se diferente. E vislumbrou a possibilidade de voltar a fazer planos para si mesma. De poder sonhar novamente. Não de maneira idealizada, mas madura, com expectativas reais. Pq continuar se castigando por atitudes e escolhas q são comuns na fase de imaturidade emocional? Era agora uma mulher e teria q tomar conhecimento acerca de sua condição. Não ficaria à mercê da adolescente sádica q existia dentro dela.
Tomou o restante da taça de vinho ainda fitando a lua. Levantou-se, fechou a janela e já estava pensando em seu segundo banho da noite qdo o telefone tocou. Era meia-noite e aquele era o primeiro telefonema depois de ter seu corpo tocado pela chuva e a alma lavada pelas lágrimas. Antes ela não queria falar com ninguém. Mas agora estava ansiosa para atender ao telefone q tocava insistentemente.
Escrito por Pri às 00h26
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
OS DOIS LADOS...

JJJJJJJJJJJJ
Eu me sinto, às vezes, no meio de um fogo cruzado velado. É uma batalha inexistente. Mas as posições são tão distintas q é como se eu tivesse q escolher um lado. E não tenho. Estou e vou ficar exatamente onde estou: no meio. Pelo menos por enquanto...
Um lado alfineta sutilmente o outro. Um comentário aqui, uma brincadeira ali, uma cobrança sutil, um tom de ironia. E eu ali, feito boba, parada no meio, buscando justificativas e argumentos para ambos os lados pq simplesmente eles são diferentes demais para haver uma mínima comparação q seja.
Alguém consegue comparar um bom livro técnico, da área q vc ama com uma obra biográfica de alguém q vc admira demais? São leituras absolutamente distintas, não há comparação. Mas vc ama os dois gêneros. Então não há melhor ou pior, são diferentes, um para cada momento.
Mas essa implicância entre um lado e outro afeta diretamente o relacionamento q eu tenho com cada um separadamente. Isso é cansativo, desgasta, incomoda e me deixa numa situação bastante desconfortável.
Um dos lados é o igual: mesma fase, conflitos parecidos, mesma impulsividade, mesmo modo passional de ver o mundo. É a instabilidade, certa imaturidade, gera insegurança, atira para todos os lados, é carente, grita, briga esbraveja, recusa-se a falar sobre o outro ‘lado’, vê sentimentos onde não existem. E tb é profundo, cúmplice, confidente, com quem existe clareza nas ações e nas palavras, não existe assunto q não possa ser mencionado (a não ser o outro ‘lado’), é uma situação q me faz bem, gosto de ter perto e com quem tenho uma ligação pra lá de especial, e tb física, material e concreta. Pra esse lado eu sou mais uma, já fui a ‘bola da vez’ e agora uma dentre várias... Sou transitória... Sou, enquanto eu for...
O outro lado é a maturidade, a segurança, a estabilidade. Eu não faço a menor idéia do q eu represento pra ele, mas eu sei q é algo especial e está lá. Não tenho q brigar por aquilo. Não tenho q dividir com ninguém. É meu. Como meu sentimento é dele tb. Não existe discussão, não existe stress. É algo perene. Mas uma relação desigual pq me faz sentir menina e mulher ao mesmo tempo. Tenho respeito, admiração, o escuto de uma maneira diferente. Não consigo vê-lo no mesmo nível q eu. Ele tem uma bagagem, uma experiência de vida muito diferente. Um momento de vida completamente diferente do meu. Ele me acha exagerada, tem dificuldade em lidar com elogios... Pra ele sou especial, sou diferente das outras e sinto q tenho uma dedicação diferente por parte dele sim. Sou permanente. Sou, independente do q aconteça...
Não existe forma de explicar o q cada lado representa pra mim. Cada um tem sua função, cada um tem seu espaço dentro de mim. Um sintetiza, me faz ver o todo, faz com q eu me sinta inteira, mais equilibrada. O outro analisa, me deixa fragmentada, me faz viver o caos, me joga direto no conflito. Eu preciso dos dois lados. Os dois são fundamentais. Não quero abrir mão de nenhum. Eu tenho esses dois lados dentro de mim. E fora, personificaram-se... Chega a ser irônico... São diferentes, mas igualmente importantes. Algum lado pode se sobrepor ao outro? Com certeza. Sinto isso. Só depende da reação de cada lado e da ressonância dessa reação em mim. Ou pode continuar assim: um lado lá e outro acolá... Por muito e muito tempo. Até q eu una os dois dentro de mim e forme uma terceira visão.
Escrito por Pri às 15h04
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
MUDANÇA E SINTOMAS HISTÉRICOS...

LALALALA
Vou me mudar!!!!!!!! Neste fim de semana... Durante esta semana toda estarei fazendo a maior bagunça por aqui, encaixotando coisas, provavelmente me desfazendo de tudo q eu achar q não é mais útil pra minha nova vida.
Sério. Vou me desfazer de TUDO q eu sempre guardei achando q ‘um dia poderia ser útil’. Coisas de canceriana... rs Vou sair daqui pra um lugar menor, já q esse apartamento é grande só pra mim e pra minha minha filha. Além disso é mais barato. E outro ponto é q passei e o fim do meu casamento aqui. Morei aqui com o pai da minha filha. O passado fica para trás... Isso é bem legal!
A parte ruim é perder meus armários embutidos e a organização q eles proporcionam para uma maníaca por arrumação como eu. Sabe qdo alguém te pergunta: ‘Onde está a blusa q vc pediu?’ E aí vc responde: ‘Está na terceira porta do guarda-roupa, da esquerda pra direita, na terceira gaveta, de cima para baixo, do lado direito da gaveta, ao lado de algumas meias fechadas q nunca usei’. Essa q responde sou eu. Quero ver como vou fazer pra ajeitar tudo o q eu tenho num lugar menor... rs Mas vai ser bom, tenho certeza disso.
Outra coisa legal: vou trocar o número do telefone... Ninguém que eu não queira vai me encontrar! Meu telefone de casa será para poucos... O meu celular tem identificador, então é fato: só atendo quem eu quero. Sabe q eu estou achando bem interessante não poder ser facilmente encontrada?!
Mais uma: tenho pensado seriamente em cometer orkutsuicídio! Sabe clicar no ‘edit profile’ e em seguida no ‘delete account’? Estou com uma vontade de fazer isso! Sumir com tudo: comunidades, amigos e meus 1000 scraps... Pq? Só pq estou meio cansada...
Mas mudando de assunto...
Hj teve um churrasco pra comemorar o aniversário do meu cunhado. Como eu disse, eu ando tendo vários ‘pitis’ do tipo dor de cabeça, indisposição, gripe q dura há 1 mês, vontades estranhas como tomar leite (q eu não gosto), alguns cheiros andam me enjoando, essas coisinhas super básicas... rs
E aí, durante a maior parte do churrasco, sabe qual foi o novo sintoma? Azia. É, isso mesmo. Sabe qdo eu tenho azia? NUNCA. Sabe o único momento na vida em q tive azia algumas vezes? Qdo estava grávida da minha filha. É pra rir... Mas é pra rir MUITO! Além de todas as minhas encrenquinhas concretas e cheias de realidade eu ainda fico tendo sintomas histéricos! Eu posso com isso?! Não. Não existe a mais vaga e remota hipótese de eu estar grávida de verdade. No way!!! Estou é somatizando toda a minha desordem emocional. Não dá mais, né? Qdo a pessoa já está a ponto de jogar as coisas pro corpo é hora de gritar: ‘Pára tudo q eu quero descer!’
Por isso a mudança será bem vinda. Por isso o afastamento seria uma boa alternativa. Vou passar essa semana em função disso. Na verdade, vendo o q ainda me serve, o q eu já não preciso, o q eu quero na minha vida daqui pra frente, o q já é desnecessário... E ao arrumar as gavetas, estarei talvez arrumando um pouquinho de mim mesma. Pq já deu, né?! Mudanças são positivas... Pra mim, sempre foram...
Escrito por Pri às 00h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Crise Dos 30
Pra começar eu tive uma recaída de gripe q me deixou na cama sexta feira o dia inteirinho... Na verdade nem sei se foi recaída pq essa gripe não me deixa há 1 mês... Como assim uma gripe de 1 mês???? Tô cansada dela... Aliás durante esse mês cada hora eu tive uma coisa diferente... Uma hora indisposição, em outra - dor de cabeça, enjôo... Tive de tudo! Sintomas psicossomáticos... Ai, q decepção comigo mesma! rs Bem eu q nunca tenho nem dor de cabeça.
Conheci o povo de Sampa da Comunidade q freqüento no Orkut no Orkontro q teve no sábado... Foi ótimo! Amei conhecer todo mundo. A balada do sábado á noite com eles foi regada à água e música dos anos 80. Pista durante 2 horas seguidas. Como eu amor fazer isso! Não vai dar pra continuar vivendo sem essas coisas... Tá complicando...
E assim, estamos no meio de Novembro. E eu tenho q pensar o q vou fazer no Reveillon deste ano. Meu 1º sozinha desde q me casei há quase 7 anos atrás. Este ano foi super produtivo emocionalmente falando. Mas extremamente não produtivo na praticidade e no sentido de realidade. Como psicóloga é o fim do mundo eu dizer isso... Afinal eu tenho q considerar o quanto eu andei reflexiva e o q isso me trouxe de positivo. Mas não vai dar pra falar psicologuês não! Só rindo... Até parece q eu consigo deixar meu senso crítico de lado!
Daqui a 1 mês e meio o ano acabou. No ano q vem faço 30 anos... Socorro!!! Minha filha faz 2 anos em Janeiro!!! Fez 15 anos q meu avô, com quem eu era super apegada, morreu. Sábado, na balada, eu cantei músicas de uma década q foi há 20 anos atrás...
O tempo assusta... A mim anda assustando... Os dias, as semanas e os meses estão passando cada vez mais rápido.
Uma pessoa me disse, no meio da balada, mais de 2 e pouco da manhã: “Aproveita. Agora vc pode reconstruir TUDO. Começa do zero. Sem falsas idealizações. Do jeito q VOCÊ quer q seja.” Vindo de uma outra pessoa q mal te conhece, no meio da madrugada e do gelo seco de um show, chega a soar algo místico... rs
A questão é : MAS O QUE EU QUERO MESMO?!?!?! Não estou bem lembrada não...
Talvez uma resposta: MAS O QUE EU QUERO, EU REALMENTE POSSO? Isso necessita uma análise mais rigorosa... rs
Dizem q existe essa tal ‘crise dos 30 anos’. Momento em q vc passa a questionar e rever toda a sua vida emocional, amorosa, familiar, profissional, financeira, espiritual... E a partir daí dá um redirecionamento em tudo. Meu caso vai ver é isso: Crise dos 30 anos detonada por fator externo q antecipou seu início... Como dizem por aí, seria cômico de não fosse trágico!
Escrito por Pri às 11h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|

|
|

|